Ruínas romanas do Cerro da Vila

Visitamos as ruínas romanas do Cerro da Vila em Vilamoura e aprendemos muitas coisas sobre os romanos.
Estas ruínas foram construídas no século I d. C. e descobertas pelo arqueólogo José Farrajota em 1963.
A villa romana é uma quinta. Cada villa tinha uma ou duas atividades económicas, principais conforme a sua localização.
Esta villa tinha diferentes espaços com diferentes funções:
– o ostium era a entrada principal; tem mosaicos feitos com pedrinhas pequeninas (tecelas) com motivos geométricos;

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– o peristilo era a parte central da casa; era um pátio descoberto que tinha um tanque; todas as divisões da casa se voltavam para este pátio central; nele existia um tanque que servia para iluminar e refrescar a casa e era onde os seus donos também podiam descansar e conversar;

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– os cubicula eram os quartos e eram normalmente pequenos;
– o triclinium era a sala das refeições; tinha sofás onde as pessoas se deitavam para comer; os romanos gostavam de comer pão, azeitonas, ostras, caracóis, frutos e bolos;
– as latrinas eram as casa de banho; nas latrinas os romanos também conversavam;

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– os balneários privados, onde os senhoras da casa tomavam banho; tinham tanques de água fria (frigidarium), morna (tepidarium) e quente (caldarium); começavam por tomar um banho de água quente para abrir os poros da pele; em seguida lavam-se com óleos e com um stringil raspavam a pele para retirar a sujidade; depois tomavam um banho de água tépida e terminavam com um banho na água fria para fechar os porros da pele.

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– os balneários públicos destinavam-se às outras pessoas que moravam na villa e tinham também uma natatio, a piscina para fazer natação;

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Esta villa produzia azeite e vinho e tingia tecidos de cor púrpura com um búzio chamado “murex”. Mas a actividade principal era a produção de garum, uma espécie de patê de peixe. O peixe ficava dentro de tanques (cetaria) com sal e ervas aromáticas durante alguns meses; depois era moído. O garum era consumido pelos senhores da vila, mas a maior parte ia para Roma, para o imperador e outras pessoas ricas.

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      Havia uma torre hexagonal que servia para fazer a vigia e a segurança da villa.

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Na villa também existia um columbarium, onde colocavam as pessoas depois de morrer; os romanos ricos cremavam os corpos e colocavam as cinzas em urnas (em forma de potes) que colocavam nos nichos funerários. No sétimo dia da morte de alguém, os romanos faziam um grande banquete para homenagear o morto, colocando um lugar e comida no lugar onde essa pessoa se costumava sentar.

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No Cerro da Vila também existe um museu com vários objectos não só do tempo dos romanos, mas também de algum tempo anterior e dos árabes,, pois os povos que vieram a seguir aproveitaram e utilizaram as construções feitas pelos romanos.

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